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INSTITUCIONAL: Tribunais debatem soluções tecnológicas para a Justiça durante 1º Encontro de Laboratórios de Inovação

08/06/21 09:15

INSTITUCIONAL: Tribunais debatem soluções tecnológicas para a Justiça durante 1º Encontro de Laboratórios de Inovação

A partir do entendimento de que os Laboratórios de Inovação são espaços de colaboração, nos quais a criatividade é ferramenta para explorar novas ideias, metodologias e formas de pensar, instituições do Sistema de Justiça promovem, durante esta semana – de 7 a 11 de junho –, o 1º Encontro Nacional de Laboratórios de Inovação do Poder Judiciário (E-Labs).

A ideia do evento, realizado totalmente on-line, é reunir representantes de tribunais brasileiros que atuam com soluções inovadoras para debater modelos, compartilhar experiências e explorar novas possibilidades no âmbito do Poder Judiciário. A transmissão acontece pelos canais do CNJ e do Judiciário Exponencial no YouTube.

Durante a abertura do E-Labs, nessa segunda-feira, 7 de junho, o presidente do CNJ, ministro Luiz Fux, falou do potencial que a tecnologia pode oferecer na busca de uma Justiça mais célere e destacou a criação da Rede de Inovação e Inteligência do Judiciário pelo CNJ.

“Nossa gestão busca diretrizes estruturantes direcionadas ao fomento da inovação tecnológica, com foco na entrega de serviços jurisdicionais de alta qualidade e no alinhamento com uma sociedade cada vez mais conectada, dinâmica, global e em rede. Isso norteia um dos eixos da gestão, que é o incentivo ao acesso à Justiça Digital. Estamos construindo uma nova realidade para o Poder Judiciário que utiliza todo potencial que a tecnologia pode oferecer para buscar a celeridade na prestação jurisdicional. A inovação é nosso motor e, nesse sentido, o CNJ criou a Rede de Inovação e Inteligência do Judiciário, com o objetivo de impulsionar a inovação pelos tribunais, tornando esse processo contínuo nos órgãos jurisdicionais”, ressaltou Fux.

O presidente do STJ, ministro Humberto Martins, definiu o E-Labs como essencial ao Poder Judiciário brasileiro, pois direciona, cada vez mais, a Justiça ao papel constitucional de garantir os Direitos Fundamentais. “Este primeiro encontro é um projeto que une o conhecimento institucional, a inovação e a colaboração e permite elaborar políticas públicas entre os vários tribunais para a melhoria e a eficiência institucional. Busca modernizar a gestão, tornando-a menos burocrática e cada vez mais participativa e transparente”, destacou o ministro.

Durante os cinco dias do 1º Encontro Nacional de Laboratórios de Inovação do Poder Judiciário, magistrados de todo o País apresentarão as iniciativas que estão aprimorando a prestação jurisdicional no Brasil, com o uso intensivo de tecnologias, inclusive de inteligência artificial. Um deles é o Laboratório de Inovação e Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (LIODS), implantado no CNJ desde 2019.

Além dos LIODS, outros 20 modelos de trabalhos de Laboratórios de Inovação dos órgãos do Judiciário serão apresentados. O objetivo é inspirar a modernização do processo judicial por meio da execução centralizada de ações baseadas em tecnologias digitais em todo o Sistema de Justiça.

Participação do TRF1 – No primeiro dia do E-Labs, o juiz federal do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) e auxiliar da Presidência do CNJ, Rafael Leite Paulo, participou do painel “Justiça 4.0: CNJ na era dos dados e da tecnologia”, mediado pela também juíza federal do TRF1 em auxílio à presidência do CNJ, Lívia Peres.

Rafael Leite Paulo destacou a importância de se ter ideias claras de fonte de dados e de modelar a inteligência artificial a fim de definir estratégias de tecnologia da informação para os tribunais.

O magistrado também defendeu, na oportunidade, maior capacitação na área de tecnologia e inovação para gestores e técnicos. “As atividades dos laboratórios de inovação vêm com a importância de definir essas estratégias de tecnologia dos tribunais e das seções judiciárias. É importante que as unidades estejam preparadas para consumir esses modelos, repassar para os usuários finais e efetivamente trazer essa ferramenta de extração de dados (...). A atividade que os laboratórios têm é da mais alta relevância para aquelas demandas que, com frequência, percebemos a necessidade de aplicação de Inteligência Artificial. Contudo, para que a gente realmente chegue a esse produto final, é necessária primeiro a construção da infraestrutura pela qual estamos passando”, finalizou Rafael Leite Paulo.

Ao longo da semana, o E-Labs traz uma série de painéis e oficinas com temas diversos, contando, inclusive, com a participação da diretora do foro da Seção Judiciária de Minas Gerais (SJMG), juíza federal Vânila Cardoso, e do Laboratório de Inovação de Minas Gerais (IluMinas). Clique aqui para saber mais.

APS/LS

Assessoria de Comunicação Social
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